terça-feira, 3 de novembro de 2009
Cohapar inscreve 57 municípios no programa Minha Casa Minha Vida
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Decreto formaliza mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida
http://noticias.lugarcerto.com.br/imoveis_correiobraziliense/template_interna_noticias,id_noticias=32124&id_sessoes=198/template_interna_noticias.shtml
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Aprovada legislação para viabilizar moradia
A vereadora Julieta Reis (DEM), integrante da Comissão de Urbanismo da Câmara de Curitiba, lembrou que a prefeitura vem priorizando a regularização de áreas de risco. Citou como exemplo o que está sendo feito em relação à Terra Santa, bairro Tatuquara, ocupação irregular desde 1998, com mais de 240 mil metros quadrados, cortada por pequenos córregos, numa topografia acidentada e com várias restrições ambientais por constituir em fundos de vale. Com as obras de urbanização, disse Julieta, “o objetivo da prefeitura é recuperar as condições ambientais, preservando as faixas de córrego e recompondo a parte de vegetação perdida pela ocupação irregular.”
http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=13488
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Agenda do Conselho Nacional das Cidades em 2009
Coordenação Executiva da 4ª Conferência
Membros da Coordenação- SECONCID
13/ago
Comitê SEMOBEXTRAORDINÁRIA
Membros do Comitê - SECONCID/ SEMOB
17 e 18/ago
2º Seminário Nacional de Assistência Técnica em São Paulo.
Membros da Coordenação do Seminário - SECONCID/ SNH
21/ago
Comitê SNPUReunião EXTRAORDINÁRIA
Membros do Comitê - SECONCID/ SNPU
19, 20 e 21/ago
Seminário 1ª CNSA eReunião da Comissão Organizadoraem Belém/PA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
31/ago, 01 e 02/set (a confirmar)
Seminário / Oficina SNHProjeto Relatórios das Cidades em São Paulo(Demais Oficinas a confirmar)
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. SNH / SNPU / POLIS
De 31/08 a 03/set
Oficina de Capacitação para implementação do Plano Diretor e instrumentos do Estatuto da Cidade - em Porto Velho/RO
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. SNPU
04/set
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
09/set (sugestão)
Coordenação Executiva ConCidades
Membros da Coordenação - SECONCID
10 e 11/Set(a confirmar)
Seminário PL SISTEMA
Todos os membros do ConCidades - SECONCID
18 e 19/set
Seminário 1ª CNSA eReunião da Comissão Organizadoraem Guarulhos/SP
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
22/set
Seminário "Dia sem carro"
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. - SEMOB
23, 24 e 25/set
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Centro Oeste em Goiânia/GO
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
25 e 26/set
Seminário 1ª CNSA eReunião da Comissão Organizadoraem Cuiabá/MT
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
29 e 30/set e 01/out
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Sudeste 01 no Rio de Janeiro/RJ
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
02/out
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
Dias 06, 07 e 08/out
22ª ConCidades
Todos os membros do ConCidades - SECONCID
A definir(proposto para de 05 a 09/10)
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Norte em Belém/PA
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
De 13 a 16/out(a confirmar)
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Nordeste em Recife/PE
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
De 19 a 21/10
SEMINÁRIO SNPU - EXPERIÊNCIAS DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA EM ÁREAS URBANAS e, Brasília/DF
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. SNPU
De 26 a 30/out(a confirmar)
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Sudeste 02 em São Paulo/SP
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
06/nov
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
De 16 a 20/nov
Seminário Nacional Conflitos Fundiários Urbanos em Brasília/DF
Todos os membros do ConCidades - SECONCID/ SNPU
10/nov
Coordenação Executiva ConCidades
Membros da Coordenação - SECONCID
01, 02 e 03/12
23ª ConCidades
Todos os membros do ConCidades - SECONCID
04/dez
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
De 15 a 18/dez
1ª CNSA - Conferência Nacional de Saúde Ambiental
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Mais gente que em 11 estados
Curitiba e região metropolitana ultrapassaram a marca de 3,3 milhões de habitantes, de acordo com as estatísticas populacionais divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a nova marca, as 26 cidades juntas superam o total populacional do Distrito Federal e de 11 estados brasileiros, localizados, em geral, nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste (veja box). A região também representa 31% da população paranaense. Não só o crescimento, mas a oferta de emprego nos setores da indústria e de serviços alavanca a troca de endereços de moradores de outros municípios, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo – as duas maiores cidades do país –, para Curitiba e região.
As novas estatísticas demográficas são baseadas em cálculos e na tendência de cada município. Não houve novo recenseamento. Para chegar aos números, os especialistas do IBGE consideraram as últimas datas em que foram a campo (Censo 2000 e contagem de 2007) e estimaram tendências. “O Censo nos dá subsídios para falar dos resultados e dar explicações. Nesses casos, porém, seguimos as tendências de cada cidade, com uma fórmula matemática padrão”, explica André Alves Gandolpho, técnico do IBGE. E os cálculos indicam população de quase 191,5 milhões de habitantes em todo o Brasil. O Paraná registra pouco mais de 5% desse total – ou 10,6 milhões.
E a consequência disso é o fato de São José dos Pinhais e Colombo, dois municípios da região metropolitana entre as dez maiores cidades do Paraná (veja infográfico), tenderem a crescer mais rapidamente. As razões, contudo, são diferentes. “São José dos Pinhais atraiu investimento produtivo desde os anos 1990. Há uma oferta de empregos do próprio município”, esclarece Diniz Filho. “Em Colombo, a região que mais cresce é a do bairro Maracanã, que faz a fronteira com Curitiba. E, por esse motivo, adquire mais características de cidade-dormitório”, analisa.
Essa característica de Colombo e de outros municípios torna praticamente impossível avaliar a capital solitariamente, esquecendo das cidades fronteiriças. “A análise deve considerar Curitiba e seu entorno”, afirma Marisa Magalhães, demógrafa e pesquisadora do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). “Não só a questão industrial, mas o emprego como um todo dever ser analisado de forma global nessa região”, acrescenta. Com ritmo de crescimento menor e oferta de serviços, as cidades da região metropolitana continuam a ser o polo mais atrativo do Paraná.
Esses municípios próximos são buscados pelo saturamento existente nas capitais. “Esse esgotamento não é territorial, porque existem áreas livres para construção. Ele ocorre no sentido econômico e social”, explica Marisa. Por esse fator, há tendência de que o crescimento das capitais seja cada vez mais lento. “De forma menos ágil do que Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, Curitiba já diminuiu seu ritmo de crescimento, apesar de colocar milhares de habitantes nas ruas por ano.”
Cláudio Marques Medeiros Rodrigues da Silva, coordenador de logística na Nokia/Siemens, vive em Curitiba há pouco mais de um ano. Afastou-se do agito carioca, mas ganhou em qualidade de vida. “Foi uma decisão conjunta com a minha namorada. Gostamos daqui depois de passar dois ou três dias”, conta. Além da tranquilidade, o bolso também pesou. “O custo de vida é menor em Curitiba. O que gastava lá, gasto aqui, mas com muito mais qualidade”, afirma. Na casa de Silva, encontra-se um casal carioca amigo, que veio a Curitiba com os mesmos interesses e busca um apartamento para viver.
O estudante de Engenharia Elétrica Robson Monteiro Evaristo também optou por Curitiba depois de passar um período na Inglaterra. “Minha namorada conhecia e sempre gostou da cidade”, relata. Antes da Europa, Evaristo vivia em Florianópolis. “Lá também há excelente qualidade de vida, mas a área de trabalho é bastante complicada”, afirma.
Municípios contestam números do IBGE
Os dados do IBGE são de extrema importância para os municípios. É a partir dessas estimativas que se determina quanto cada cidade receberá do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E a lógica é bastante simples: uma maior população representa maiores recursos. E o contrário, nesse caso, também é verdadeiro. Quanto menor a população, menor será a verba. “Somos céticos em relação a esses números. É só uma estimativa do IBGE, que não traduz a realidade. Somente o Censo pode informar concretamente as populações”, afirma Gabriel Samaha, prefeito de Piraqura e vice-presidente da Associação dos Municípios do Paraná.
No caso de Piraquara, a diferença entre a população arrolada pelo prefeito e da informada pelo IBGE varia em mais de 10 mil habitantes, o que representa mais de 10% da população do município. Enquanto o prefeito estima quase 100 mil habitantes, as estatísticas populacionais do IBGE consideram 87 mil. Como não existe contraponto, Samaha considera que o IBGE adquire contornos de “dono da verdade”. “É claro que se trata de um instituto que inspira confiança, mas é falível. Por isso, quase 30 municípios paranaenses questionam os números”, diz.
E a única maneira de “corrigir” as divergências, segundo Samaha, é o investimento nas comissões responsáveis pela próxima contagem populacional. “Esperamos que todos os prefeitos participem ativamente das comissões. E tenham um acompanhamento muito próximo para evitar os erros.”
Confira a relação das 12 unidades da federação (11 estados e o Distrito Federal) que hoje já são superados pela região metropolitana de Curitiba em população, segundo o IBGE:
Região Norte
Rondonia - 1.503.928
Acre - 691.132
Roraima - 421.499
Amapá - 626.609
Tocantins - 1.292.051
Região Nordeste
Piauí - 3.145.325
Rio Grande do Norte - 3.137.541
Alagoas - 3.156.108
Sergipe - 2.019.679
Região Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul - 2.360.498
Mato Grosso - 3.001.692
Distrito Federal - 2.606.885
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Sancionada lei que institui o Programa Minha Casa Minha Vida e a política de regularização fundiária
Secretaria Nacional de Programas Urbanos - SNPUMinistério das Cidades
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Programa Minha Casa começa no Paraná por Irati com 437 unidades
O Comitê do Governo do Paraná, gestor do programa Minha Casa, Minha Vida, coordenado pelo presidente da Cohapar, Rafael Greca, aprovou na terça-feira (30) a implantação das primeiras casas do programa em Irati, Sudeste do estado. O contrato de viabilidade para a implantação de 437 moradias no município será assinado na próxima semana, em Irati, com a prefeitura, Caixa Econômica Federal e Companhia de Habitação do Governo do Paraná (Cohapar).O terreno foi doado pela Cohapar que, em parceria com a Caixa, coordena o programa no estado, por determinação do governador Roberto Requião. A expectativa é de que mais 1.351 unidades sejam anunciadas nos próximos dias, em 10 municípios, assim que os terrenos sejam liberados pelos setores da área ambiental e legalmente repassados ao programa, que no Paraná construirá 44 mil casas.Do total de unidades, 189 casas serão para famílias com renda mensal de 1 a 3 salários. Cada moradia terá 35m², de acordo com o estabelecido pelo programa do Governo Federal. As demais unidades serão destinadas para quem recebe de 3 a 10, com casas que variam de 55 a 63 m².“O contrato tríplice entre Cohapar, municípios e Caixa Econômica Federal, que habilitou estas primeiras casas de Irati servirá de modelo para todas as cidades onde a Cohapar possui áreas. A nossa intenção é avançar e conseguir aprovar o maior número de casas possíveis”, disse o presidente da Cohapar, Rafael Greca.O superintendente da Caixa, Arilson Bittencourt, que também coordena o comitê, enfatizou a importância das reuniões para que o projeto se transforme em canteiro de obras. “Passamos pelo processo de análise preliminar da Cohapar, passamos pelo processo de análise da CEF e agora estamos montando os projetos urbanísticos de cada um dos empreendimentos”.Comitê – O Comitê Estadual está funcionando como um escritório de planejamento urbano, com reuniões semanais feitas na Companhia com participação de representantes da Copel, Sanepar, Caixa, Suderhsa, IAP, Sedu, Comec, Mineropar e Cohapar.Paralelamente, reuniões periódicas com prefeitos de todo o estado estão sendo feitas para explicar como o Governo do Paraná, por meio da Cohapar e demais órgãos, pode ser o agente interlocutor entre a Caixa e prefeituras, além de esclarecer aspectos fundamentais para o sucesso da implantação do programa. O comitê agiliza o processo burocrático inevitável para o projeto virar realidade.‘MINHA CASA’ – O Programa “Minha Casa, Minha Vida” prevê a construção de 44.172 moradias no Paraná, sendo que 32.173 casas poderão ter seus projetos coordenados pela Cohapar. Desse total, 12.202 serão construídas na Região Metropolitana de Curitiba e 19.971 em cidades com mais de 100 mil habitantes. (http://www.cohapar.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1105)
quarta-feira, 24 de junho de 2009
STJ reconhece responsabilidade do município por omissão em relação aos loteamentos clandestinos
Resp 1113789 - 19/06/2009 - 08h58
DECISÃO
Município é responsável solidário por dano ambiental causado por loteamento clandestino. Se o município não impede a consumação do dano ambiental e o prejuízo ao erário, deve ser responsabilizado conjuntamente com aqueles que promoveram loteamento clandestino, sendo parte legítima para figurar no polo passivo da ação civil pública. A conclusão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao dar provimento ao recurso do Ministério Público de São Paulo contra o município de São Paulo e espólio de G.B.S. Na ação civil pública, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a condenação do município e do espólio por improbidade administrativa e parcelamento do solo em desacordo com a legislação vigente.
Em primeira instância, a ação foi julgada parcialmente procedente, tendo o juiz excluído o município do processo por entender que, se o poder público atua dentro dos limites da lei, não é possível imputar a ele responsabilidade. Insatisfeito, o Ministério Público apelou, sustentando a legitimidade do município para responder pelos danos. Segundo o órgão ministerial, é responsabilidade do município a adequação de loteamento irregular às exigências legais, bem como a promoção das medidas que levem à recuperação dos danos causados ao meio ambiente, devendo responder solidariamente com os responsáveis pelos loteamentos por quaisquer danos ao ambiente e prejuízo ao erário.
Ao julgar a apelação, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a sentença. “Não é possível atribuir ao município a responsabilidade, que é do loteador, obrigando-o a regularizar todo e qualquer loteamento, quando na verdade deve o loteamento ser embargado e despejados aqueles que ocupam a área urbana de forma ilegal”, afirmou o desembargador. Ainda segundo o magistrado, não oi o município que deu causa aos danos ambientais, mas sim todos aqueles que, de forma direta, promoveram o desmatamento, ou dele se aproveitaram para auferir lucro, ou para, a pretexto de 'exercer o direito de moradia', dilapidaram o patrimônio natural. “A responsabilidade por danos causados por loteamento clandestino é do loteador e dos compradores dos lotes ilegais e não do município, sendo isento o administrador que agiu dentro dos limites da lei”, reiterou o TJSP.O Ministério Público de São Paulo recorreu, então ao STJ, com base nas alíneas "a" e "c" do inciso III do artigo 105 da CF/88, apontando violação do artigo 40 da Lei n. 6.766/79. “O ‘poder’ atribuído ao município pelo dispositivo de lei citado deveria ser compreendido como ‘dever”, dada a natureza vinculada da determinação”, afirmou o MP. Após examinar o caso, a Segunda Turma deu provimento ao recurso especial, concordando com os argumentos do MP. “Para evitar lesão aos padrões de desenvolvimento urbano, o Município não pode eximir-se do dever de regularizar loteamentos irregulares, se os loteadores e responsáveis, devidamente notificados, deixam de proceder às obras e melhoramentos indicados pelo ente público”, afirmou o relator do caso, ministro Castro Meira. Segundo o relator, o fato de o município ter multado os loteadores e embargado as obras realizadas no loteamento em nada muda o panorama, devendo proceder, ele próprio e às expensas do loteador, nos termos da responsabilidade que lhe é atribuída pelo artigo 40 da Lei n. 6.766/79, à regularização do loteamento executado sem observância das determinações do ato administrativo de licença. “Se o município de São Paulo, mesmo após a aplicação da multa e o embargo da obra, não avocou para si a responsabilidade pela regularização do loteamento às expensas do loteador, e dessa omissão resultou um dano ambiental, deve ser responsabilizado, conjuntamente com o loteador, pelos prejuízos daí advindos, podendo acioná-lo regressivamente”, concluiu Castro Meira.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
União destina imóveis à moradia popular
Publicado em 19/06/2009 Themys Cabral
Três imóveis em Curitiba, pertencentes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), já foram vistoriados e aprovados para serem destinados para habitação de interesse social. A iniciativa faz parte das primeiras ações de um grupo de trabalho estadual, composto por diversos segmentos, com o objetivo de identificar imóveis da União que podem ser transformados em moradias populares. Outros 17 imóveis públicos, sendo 11 da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), em todo o estado, serão analisados nos próximos meses com o mesmo objetivo.
A formação do grupo de trabalho acompanha uma conjuntura nacional que vem se desenrolando nos últimos anos, desde o advento do Estatuto das Cidades, em 2001, passando pela portaria 232/2005, que determina que todo imóvel da União tenha função socioambiental, até a lei 11.481/07, que prevê a possibilidade de destinação de imóveis da União à população de baixa renda.
Para a coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), Hilma Lourdes Santos Hilma, as ações são fruto de 20 anos de reivindicações dos movimentos sociais. “As coisas só acontecem quando pressionamos”, concorda a coordenadora nacional da União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Maria da Graça.
De acordo com Hilma, há imóveis urbanos vazios ou subutilizados quase que na mesma proporção de pessoas que precisam de moradia. “Se todos virassem moradia social, não precisaria construir mais nada, só adequar”, argumenta Hilma.
Em 2007, um grupo de trabalho nacional sobre o tema, com membros dos movimentos populares, da Secretaria da Patrimônio da União Caixa Econômica Federal e Conselhos das Cidades (Concidades) foi instituído. No fim de 2008, foi dado o aval para a construção de grupos de trabalho estaduais, com composição parecida a do grupo nacional, acrescida de membros do Ministério Público, governo estadual e prefeitura, entre outros órgãos.
No Paraná, assim como na maior parte dos estados brasileiros, os trabalhos estão apenas no início. Os critérios de como a destinação será feita, quem ou quantos serão os beneficiados ou a quantidade de imóveis que serão utilizados ainda não estão definidos. A única certeza, por enquanto, segundo a presidente do Grupo Estadual para Habitação de Interesse Social, Urânia Flores, é que os imóveis serão transferidos diretamente às associações, cooperativas, entre outros, que representem o movimento social pela luta da moradia popular. Sabe-se também que a prioridade são famílias com renda até três salários mínimos.
Respeitando os critérios que serão estabelecidos pelos grupos de trabalho, os movimentos populares, então, serão os responsáveis pela captação de financiamento para construção ou reforma e destinação das moradias. Um dos modelos em estudo é o da propriedade coletiva, em que o imóvel permanece sendo de todos os moradores – o que poderia minimizar efeitos da especulação imobiliária.
De acordo com Urânia, no Paraná, a maior parte dos imóveis destinados à habitação social devem ser os da extinta RFFSA – estima-se que existam em torno de 6 mil em todo o estado, mas não se sabe quantos poderiam servir à esta função. Segundo Urânia, ainda, os primeiros imóveis aprovados à destinação no Paraná pertencem ao INSS porque eles iriam à leilão – depois que movimentos sociais que lutam pela moradia ocuparam imóveis do INSS em São Paulo, os leilões foram suspenso por trinta dias.
Reforma urbana
veja quais imóveis da União foram vistoriados no Paraná:
Curitiba
Aprovado – Edifício de três andares localizado Avenida Marechal Deodoro, 1290
Aprovado – Sete andares do edifício localizado na Rua José Loureiro, 361.
Aprovado – Gleba do Capanema (terreno de 20 mil m· próxima à Vila das Torres).
Maringá
Reprovado – Gleba Sarandi, não aprovado por estar dentro de área industrial.
Próximas vistorias
17 imóveis, sendo 11 deles da extinta RFFSA, todos no interior do estado.
Cadastros
Em Curitiba e região metropolitana, a UNMP tem cerca de 5 mil famílias inscritas. O MNLN tem em torno de 3 mil cadastros em dez municípios do estado. Os dois movimentos participam do grupo de trabalho estadual.
Brasil
Outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Amazonas também já contam com imóveis vistoriados e aprovados para a destinação de habitação social.(http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=897576&tit=Uniao-destina-imoveis-a-moradia-popular)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Senado aprova programa de moradias populares
Como o texto já foi aprovado pela Câmara, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os senadores preservaram o texto aprovado pelos deputados com o objetivo de acelerar a sanção do texto. Inicialmente, o governo federal havia restringido o pacote habitacional para cidades com mais de 100 mil habitantes, mas os parlamentares ampliaram o pacote para todos os municípios.
Além de destinar recursos para a construção de moradias populares, o texto permite que famílias com renda mensal até comprem lotes urbanos com recursos do programa ou por meio de saques de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
A construção de imóveis nos lotes comprados com recursos do FGTS ou do programa habitacional, porém, deve ser concluída no máximo em seis meses.
Em março, o governo anunciou o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ com o objetivo de construir 1 milhão de moradias para famílias com renda até dez salários mínimos (R$ 4.650).
Críticas
Senadores da oposição criticaram a criação do programa por medida provisória, uma vez que não consideram o tema de “urgência e relevância”. O senador Alvaro Dias, vice-líder do PSDB, disse que o governo inflou os números do “Minha Casa, Minha Vida” numa jogada de “marketing” para impressionar a população de baixa renda.
“Acho um desrespeito à família pobre desse país que se frustrará, mais uma vez, e milhões de brasileiros vão ficar alimentando apenas o sonho da casa própria”, afirmou.
Para o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), o governo “exagera” ao anunciar medidas que não serão cumpridas na prática. “O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] na propaganda é uma coisa, na prática é outra. Uma coisa é anunciar, outra é fazer”, afirmou (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=896949&ch).