10 e 11/ago
Coordenação Executiva da 4ª Conferência
Membros da Coordenação- SECONCID
13/ago
Comitê SEMOBEXTRAORDINÁRIA
Membros do Comitê - SECONCID/ SEMOB
17 e 18/ago
2º Seminário Nacional de Assistência Técnica em São Paulo.
Membros da Coordenação do Seminário - SECONCID/ SNH
21/ago
Comitê SNPUReunião EXTRAORDINÁRIA
Membros do Comitê - SECONCID/ SNPU
19, 20 e 21/ago
Seminário 1ª CNSA eReunião da Comissão Organizadoraem Belém/PA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
31/ago, 01 e 02/set (a confirmar)
Seminário / Oficina SNHProjeto Relatórios das Cidades em São Paulo(Demais Oficinas a confirmar)
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. SNH / SNPU / POLIS
De 31/08 a 03/set
Oficina de Capacitação para implementação do Plano Diretor e instrumentos do Estatuto da Cidade - em Porto Velho/RO
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. SNPU
04/set
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
09/set (sugestão)
Coordenação Executiva ConCidades
Membros da Coordenação - SECONCID
10 e 11/Set(a confirmar)
Seminário PL SISTEMA
Todos os membros do ConCidades - SECONCID
18 e 19/set
Seminário 1ª CNSA eReunião da Comissão Organizadoraem Guarulhos/SP
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
22/set
Seminário "Dia sem carro"
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. - SEMOB
23, 24 e 25/set
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Centro Oeste em Goiânia/GO
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
25 e 26/set
Seminário 1ª CNSA eReunião da Comissão Organizadoraem Cuiabá/MT
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
29 e 30/set e 01/out
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Sudeste 01 no Rio de Janeiro/RJ
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
02/out
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
Dias 06, 07 e 08/out
22ª ConCidades
Todos os membros do ConCidades - SECONCID
A definir(proposto para de 05 a 09/10)
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Norte em Belém/PA
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
De 13 a 16/out(a confirmar)
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Nordeste em Recife/PE
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
De 19 a 21/10
SEMINÁRIO SNPU - EXPERIÊNCIAS DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA EM ÁREAS URBANAS e, Brasília/DF
Consultar critérios de participação à Secretaria responsável. SNPU
De 26 a 30/out(a confirmar)
Seminário Conflitos Fundiários Urbanos - Região Sudeste 02 em São Paulo/SP
Membros do GT Conflitos Fundiários Urbanos - SECONCID/ SNPU
06/nov
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
De 16 a 20/nov
Seminário Nacional Conflitos Fundiários Urbanos em Brasília/DF
Todos os membros do ConCidades - SECONCID/ SNPU
10/nov
Coordenação Executiva ConCidades
Membros da Coordenação - SECONCID
01, 02 e 03/12
23ª ConCidades
Todos os membros do ConCidades - SECONCID
04/dez
Reunião da Comissão Organizadora da 1ª CNSA
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
De 15 a 18/dez
1ª CNSA - Conferência Nacional de Saúde Ambiental
Membros da Comissão Organizadora da Conferência - SECONCID/ MSAÚDE
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Mais gente que em 11 estados
Região metropolitana de Curitiba chega a 3,3 milhões de habitantes e representa 31% da população do Paraná
Curitiba e região metropolitana ultrapassaram a marca de 3,3 milhões de habitantes, de acordo com as estatísticas populacionais divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a nova marca, as 26 cidades juntas superam o total populacional do Distrito Federal e de 11 estados brasileiros, localizados, em geral, nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste (veja box). A região também representa 31% da população paranaense. Não só o crescimento, mas a oferta de emprego nos setores da indústria e de serviços alavanca a troca de endereços de moradores de outros municípios, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo – as duas maiores cidades do país –, para Curitiba e região.
As novas estatísticas demográficas são baseadas em cálculos e na tendência de cada município. Não houve novo recenseamento. Para chegar aos números, os especialistas do IBGE consideraram as últimas datas em que foram a campo (Censo 2000 e contagem de 2007) e estimaram tendências. “O Censo nos dá subsídios para falar dos resultados e dar explicações. Nesses casos, porém, seguimos as tendências de cada cidade, com uma fórmula matemática padrão”, explica André Alves Gandolpho, técnico do IBGE. E os cálculos indicam população de quase 191,5 milhões de habitantes em todo o Brasil. O Paraná registra pouco mais de 5% desse total – ou 10,6 milhões.
Curitiba e região metropolitana ultrapassaram a marca de 3,3 milhões de habitantes, de acordo com as estatísticas populacionais divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a nova marca, as 26 cidades juntas superam o total populacional do Distrito Federal e de 11 estados brasileiros, localizados, em geral, nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste (veja box). A região também representa 31% da população paranaense. Não só o crescimento, mas a oferta de emprego nos setores da indústria e de serviços alavanca a troca de endereços de moradores de outros municípios, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo – as duas maiores cidades do país –, para Curitiba e região.
As novas estatísticas demográficas são baseadas em cálculos e na tendência de cada município. Não houve novo recenseamento. Para chegar aos números, os especialistas do IBGE consideraram as últimas datas em que foram a campo (Censo 2000 e contagem de 2007) e estimaram tendências. “O Censo nos dá subsídios para falar dos resultados e dar explicações. Nesses casos, porém, seguimos as tendências de cada cidade, com uma fórmula matemática padrão”, explica André Alves Gandolpho, técnico do IBGE. E os cálculos indicam população de quase 191,5 milhões de habitantes em todo o Brasil. O Paraná registra pouco mais de 5% desse total – ou 10,6 milhões.
O crescimento da região metropolitana já vem da última década do século passado e decorre, sobretudo, da migração. Uma busca contínua pela oportunidade de trabalho. “Quando existe a certeza do emprego, pode-se considerar o aumento da população por esse fator”, explica Luis Lopes Diniz Filho, professor de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Diniz Filho avalia uma tendência atual de procura por cidades de médio porte, principalmente do interior, causando um menor crescimento nos municípios com elevado índice habitacional, caso de Curitiba.
E a consequência disso é o fato de São José dos Pinhais e Colombo, dois municípios da região metropolitana entre as dez maiores cidades do Paraná (veja infográfico), tenderem a crescer mais rapidamente. As razões, contudo, são diferentes. “São José dos Pinhais atraiu investimento produtivo desde os anos 1990. Há uma oferta de empregos do próprio município”, esclarece Diniz Filho. “Em Colombo, a região que mais cresce é a do bairro Maracanã, que faz a fronteira com Curitiba. E, por esse motivo, adquire mais características de cidade-dormitório”, analisa.
Essa característica de Colombo e de outros municípios torna praticamente impossível avaliar a capital solitariamente, esquecendo das cidades fronteiriças. “A análise deve considerar Curitiba e seu entorno”, afirma Marisa Magalhães, demógrafa e pesquisadora do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). “Não só a questão industrial, mas o emprego como um todo dever ser analisado de forma global nessa região”, acrescenta. Com ritmo de crescimento menor e oferta de serviços, as cidades da região metropolitana continuam a ser o polo mais atrativo do Paraná.
Esses municípios próximos são buscados pelo saturamento existente nas capitais. “Esse esgotamento não é territorial, porque existem áreas livres para construção. Ele ocorre no sentido econômico e social”, explica Marisa. Por esse fator, há tendência de que o crescimento das capitais seja cada vez mais lento. “De forma menos ágil do que Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, Curitiba já diminuiu seu ritmo de crescimento, apesar de colocar milhares de habitantes nas ruas por ano.”
E a consequência disso é o fato de São José dos Pinhais e Colombo, dois municípios da região metropolitana entre as dez maiores cidades do Paraná (veja infográfico), tenderem a crescer mais rapidamente. As razões, contudo, são diferentes. “São José dos Pinhais atraiu investimento produtivo desde os anos 1990. Há uma oferta de empregos do próprio município”, esclarece Diniz Filho. “Em Colombo, a região que mais cresce é a do bairro Maracanã, que faz a fronteira com Curitiba. E, por esse motivo, adquire mais características de cidade-dormitório”, analisa.
Essa característica de Colombo e de outros municípios torna praticamente impossível avaliar a capital solitariamente, esquecendo das cidades fronteiriças. “A análise deve considerar Curitiba e seu entorno”, afirma Marisa Magalhães, demógrafa e pesquisadora do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). “Não só a questão industrial, mas o emprego como um todo dever ser analisado de forma global nessa região”, acrescenta. Com ritmo de crescimento menor e oferta de serviços, as cidades da região metropolitana continuam a ser o polo mais atrativo do Paraná.
Esses municípios próximos são buscados pelo saturamento existente nas capitais. “Esse esgotamento não é territorial, porque existem áreas livres para construção. Ele ocorre no sentido econômico e social”, explica Marisa. Por esse fator, há tendência de que o crescimento das capitais seja cada vez mais lento. “De forma menos ágil do que Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, Curitiba já diminuiu seu ritmo de crescimento, apesar de colocar milhares de habitantes nas ruas por ano.”
Migrantes
Cláudio Marques Medeiros Rodrigues da Silva, coordenador de logística na Nokia/Siemens, vive em Curitiba há pouco mais de um ano. Afastou-se do agito carioca, mas ganhou em qualidade de vida. “Foi uma decisão conjunta com a minha namorada. Gostamos daqui depois de passar dois ou três dias”, conta. Além da tranquilidade, o bolso também pesou. “O custo de vida é menor em Curitiba. O que gastava lá, gasto aqui, mas com muito mais qualidade”, afirma. Na casa de Silva, encontra-se um casal carioca amigo, que veio a Curitiba com os mesmos interesses e busca um apartamento para viver.
O estudante de Engenharia Elétrica Robson Monteiro Evaristo também optou por Curitiba depois de passar um período na Inglaterra. “Minha namorada conhecia e sempre gostou da cidade”, relata. Antes da Europa, Evaristo vivia em Florianópolis. “Lá também há excelente qualidade de vida, mas a área de trabalho é bastante complicada”, afirma.
Municípios contestam números do IBGE
Os dados do IBGE são de extrema importância para os municípios. É a partir dessas estimativas que se determina quanto cada cidade receberá do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E a lógica é bastante simples: uma maior população representa maiores recursos. E o contrário, nesse caso, também é verdadeiro. Quanto menor a população, menor será a verba. “Somos céticos em relação a esses números. É só uma estimativa do IBGE, que não traduz a realidade. Somente o Censo pode informar concretamente as populações”, afirma Gabriel Samaha, prefeito de Piraqura e vice-presidente da Associação dos Municípios do Paraná.
No caso de Piraquara, a diferença entre a população arrolada pelo prefeito e da informada pelo IBGE varia em mais de 10 mil habitantes, o que representa mais de 10% da população do município. Enquanto o prefeito estima quase 100 mil habitantes, as estatísticas populacionais do IBGE consideram 87 mil. Como não existe contraponto, Samaha considera que o IBGE adquire contornos de “dono da verdade”. “É claro que se trata de um instituto que inspira confiança, mas é falível. Por isso, quase 30 municípios paranaenses questionam os números”, diz.
E a única maneira de “corrigir” as divergências, segundo Samaha, é o investimento nas comissões responsáveis pela próxima contagem populacional. “Esperamos que todos os prefeitos participem ativamente das comissões. E tenham um acompanhamento muito próximo para evitar os erros.”
Cláudio Marques Medeiros Rodrigues da Silva, coordenador de logística na Nokia/Siemens, vive em Curitiba há pouco mais de um ano. Afastou-se do agito carioca, mas ganhou em qualidade de vida. “Foi uma decisão conjunta com a minha namorada. Gostamos daqui depois de passar dois ou três dias”, conta. Além da tranquilidade, o bolso também pesou. “O custo de vida é menor em Curitiba. O que gastava lá, gasto aqui, mas com muito mais qualidade”, afirma. Na casa de Silva, encontra-se um casal carioca amigo, que veio a Curitiba com os mesmos interesses e busca um apartamento para viver.
O estudante de Engenharia Elétrica Robson Monteiro Evaristo também optou por Curitiba depois de passar um período na Inglaterra. “Minha namorada conhecia e sempre gostou da cidade”, relata. Antes da Europa, Evaristo vivia em Florianópolis. “Lá também há excelente qualidade de vida, mas a área de trabalho é bastante complicada”, afirma.
Municípios contestam números do IBGE
Os dados do IBGE são de extrema importância para os municípios. É a partir dessas estimativas que se determina quanto cada cidade receberá do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E a lógica é bastante simples: uma maior população representa maiores recursos. E o contrário, nesse caso, também é verdadeiro. Quanto menor a população, menor será a verba. “Somos céticos em relação a esses números. É só uma estimativa do IBGE, que não traduz a realidade. Somente o Censo pode informar concretamente as populações”, afirma Gabriel Samaha, prefeito de Piraqura e vice-presidente da Associação dos Municípios do Paraná.
No caso de Piraquara, a diferença entre a população arrolada pelo prefeito e da informada pelo IBGE varia em mais de 10 mil habitantes, o que representa mais de 10% da população do município. Enquanto o prefeito estima quase 100 mil habitantes, as estatísticas populacionais do IBGE consideram 87 mil. Como não existe contraponto, Samaha considera que o IBGE adquire contornos de “dono da verdade”. “É claro que se trata de um instituto que inspira confiança, mas é falível. Por isso, quase 30 municípios paranaenses questionam os números”, diz.
E a única maneira de “corrigir” as divergências, segundo Samaha, é o investimento nas comissões responsáveis pela próxima contagem populacional. “Esperamos que todos os prefeitos participem ativamente das comissões. E tenham um acompanhamento muito próximo para evitar os erros.”
Multidão
Confira a relação das 12 unidades da federação (11 estados e o Distrito Federal) que hoje já são superados pela região metropolitana de Curitiba em população, segundo o IBGE:
Região Norte
Rondonia - 1.503.928
Acre - 691.132
Roraima - 421.499
Amapá - 626.609
Tocantins - 1.292.051
Região Nordeste
Piauí - 3.145.325
Rio Grande do Norte - 3.137.541
Alagoas - 3.156.108
Sergipe - 2.019.679
Região Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul - 2.360.498
Mato Grosso - 3.001.692
Distrito Federal - 2.606.885
Confira a relação das 12 unidades da federação (11 estados e o Distrito Federal) que hoje já são superados pela região metropolitana de Curitiba em população, segundo o IBGE:
Região Norte
Rondonia - 1.503.928
Acre - 691.132
Roraima - 421.499
Amapá - 626.609
Tocantins - 1.292.051
Região Nordeste
Piauí - 3.145.325
Rio Grande do Norte - 3.137.541
Alagoas - 3.156.108
Sergipe - 2.019.679
Região Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul - 2.360.498
Mato Grosso - 3.001.692
Distrito Federal - 2.606.885
GAZETA DO POVO - Publicado em 15/08/2009 Vinicius Boreki
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